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O mito e a imagem

Capricórnio simbolicamente está associado à subida da vida lenta e infatigável em direção aos picos da realização espiritual. A subida ao topo da montanha. Ele é lento, paciente e prudente nesta subida. O mito da cabra, símbolo da vitalidade, do animal que dá o leite e que alimenta, é a natureza que tudo dá em abundância. Por sua natureza animal, é persistente, suporta as florestas e não costuma desistir antes de atingir seus objetivos. A figura mitológica meio bode, meio peixe, simboliza o ambiente interior, marinho, sereno, que se fortalece e se exterioriza no ambiente das montanhas. É o encontro da profundidade com a altura, simbolizando a perseverante subida em direção à Luz.
(baseado em texto de Ângela Brainer)





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Quarta-feira, Junho 9



Rio Official Trailer (2011)



Teimado por: Dati





Quinta-feira, Maio 20






Teimado por: Dati





Sábado, Maio 15







Onde será que estão as outras flores desde jardim de cabras ?


Teimado por: Dati





Domingo, Maio 9



Hoje, no Dia das mães, senti vontade de homenagear aqui a 3 mulheres que zelaram por mim em momentos que precisei e que não estava com minha mãe por perto. Minha avó paterna e suas duas irmãs. Elas já se foram tem um bom tempo mas as 3 deixaram muitas saudades na familia e hoje não poderia deixar, de alguma forma, de homenagea-las. Elisa, que cito no conto era também Capricorniana.



Castelo de Lembranças
(Inez Alvarez)

Ás de Copas. Um castelo de cartas tomava forma através de minhas mãos. São necessários equilíbrio e concentração para mantê-lo firme e de pé. Brincava assim sentada à mesa de jogo onde tantas vezes já estivera. Lembranças da infância me tomavam a mente e me senti de novo entre as três irmãs. A cada carta colocada, uma lembrança era somada.

Elisa, a mais nova, não tinha filhos, mas seu coração adotou sobrinhos e sobrinhos-netos com a mesma intensidade como se dela fossem.
Laura, agitada por natureza, era a mais prática. Era a que sempre estava pronta a ajudar qualquer um, em qualquer tarefa, sem que fosse necessário chamá-la.
Zoé, das três a mais velha, talvez a de coração mais dócil e amoroso. Adorava escutá-la contar suas lembranças de infância.
Dois de Paus. Senti a lágrima da saudade em meu rosto e meu castelo quase ruiu.

Podia senti-las de novo comigo. Mais uma vez eu estava atenta escutando seus conselhos de como deveria me comportar em uma mesa de jogo. Ali nosso caráter é avaliado, diziam. E jogavam comigo e me deixavam mais uma vez ganhar, sempre alternando para eu não desconfiar.

Dama de Copas. Coloquei mais uma carta no castelo e pude neste momento sentir o cheiro do almoço colocado à mesa com tanto capricho. O arroz sempre enfeitado, com flores, por Elisa. A comida parecia ter um sabor deliciosamente diferente. Zoé sempre se encarregava da sobremesa e Laura da limpeza.
Dama de Ouros. Minhas mãos tremeram desta vez... Preciso de maior concentração.

Naquela mesa nem sempre foram só jogos ou cartas.Tentaram me ensinar tricô e crochê. Faziam enxovais belíssimos para todos os bebês conhecidos e para campanhas sociais. Demonstrei interesse em aprender, mas pouca habilidade e paciência em persistir. Vejo agora Laura ainda tricotando em uma das cadeiras enquanto nos observa jogando. Trocamos sorrisos.

Valete de Espadas. Percebo que não irei concluir meu castelo. As cartas e as lembranças parecem não ter fim.

A mesa de jogos, às vezes, transformava-se em arena onde eram debatidas as notícias do jornal. As principais manchetes eram discutidas entre as três e por quem estivesse perto. Intimavam. Se uma delas não estivesse presente era logo requisitada pelas outras. Assim aprendi, ainda cedo, a acompanhar os noticiários diários com um entusiasmo diferente aos de minha idade.
Gostavam das notícias políticas e questionavam governos, governantes e atitudes. Neste aspecto temia por elas, afinal eram tempos ainda de ditadura embora... Nunca tive certeza, mas acho que aquelas opiniões nunca saíram daquela sala, melhor dizendo, daquela mesa.

Rei de espadas. Meus pensamentos divagam no momento em que sou chamada. Deixo as cartas sobre a mesa, me direciono ao andar de baixo e em passos leves entro em um dos quartos.
Em casa, acomodada nestas camas de hospital, o corpo franzino e fraquinho, é em seus 101 anos o último vestígio forte e vivo desta minha construção. Quietinha adormece, quem sabe sonhando com o mesmo castelo de emoção.
As de Espadas. No andar de cima uma rajada de vento entra pelas janelas...

Teimado por: Dati





Quarta-feira, Maio 5




DUALIDADE
(Inez Alvarez)

Tem vezes que sei o que quero
Em outras percebo que não.
Por um beijo as vezes espero
Em outras é pelo aperto de mão.
As vezes quero ser esquecido
Em outras preciso ser lembrado.
Passar as vezes despercebido
Em outras passar sendo notado.
Quero sentir, por vezes, o ar da noite
Em outras preciso ver o sol brilhar
Tem vezes que só quero o pernoite
Em outras tantas preciso morar.

Teimado por: Dati